No dia 14 de maio, a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD) publicou uma nota pública defedendo o fim das escolas especiais no Paraná. Mais do que um posicionamento - trata-se de um chamado urgente por justiça e equidade no acesso à educação.
Em resposta, a Federação das APAEs do Paraná, divulgou uma nota de repúdio, defendendo a permanência das escolas especiais como parte de uma "liberdade de escolha". Mas precisamos ser claros:
"Não há liberdade real quando a escolha imposta é a segregação".
Defender o modelo de escolas especiais como principal resposta à deficiência é manter viva uma lógica ultrapassada e excludente. Isso não é inclusão - é retrocesso. É institucionalizar a ideia de que algumas pessoas não pertecem aos mesmos espaços que as outras.
A educação inclusiva não é um modelo único e excludente, como afirmam os defensores das escolas especiais - ela é, na verdade, o único modelo que garante o direito de todos à convivência, à aprendizagem mútua e à equidade.
Como sociedade, precisamos escolher de que lado queremos estar:
Do lado do direito, da dignidade e da inclusão.
Ou do lado do comodismo, da exclusão e do discurso disfarçado de escolha.
Educação Inclusiva é um direito constitucional. Segregação não é alternativa.
Apae Pinhais
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