Site acessível em libras
Tamanho das fontes

Criança Esperança: APAE Socorro leva atendimento multidisciplinar aos assistidos e familiares

Em 7/7/2020 às 13:15

 

Se reinventar. É desse jeito que o projeto MultiCultural Criança Esperança, desenvolvido pela APAE de Nossa Senhora do Socorro (SE), deixa o home office e agora, aos invés dos alunos se deslocarem até a sede da instituição, no Conjunto João Alves, são os profissionais que vão até eles.
A equipe está preparada para o novo normal que vai se deparar nas residências com os alunos e familiares. Enquanto a assistente social e a psicóloga fazem um trabalho com as famílias,  uma professora de dança/teatro fará atividades lúdicas, jogos, entre outras ações para quebrar a rotina trazida pela pandemia da Covid-19. 
“É um trabalho extremamente delicado, muito minucioso. Não é por conta da pandemia que vamos esquecer nossos assistidos, de foma alguma. Iremos atender dentro dos limites de cada um e agindo com a extrema segurança. Não haverá contato físico, sendo respeitado o distanciamento entre profissional e aluno”, explica a presidente da APAE, Anair Viana.
Na semana passada, através de ligações telefônicas, foi realizado o levantando da real situação dos usuários neste momento de isolamento social. "Informamos que a Apae irá retomando as atividades gradativamente nesta segunda-feira e terças-feiras com número reduzido de assistidos como medida de proteção", disse psicóloga Ranikalle Santos Barreto. 
“O apoio psicológico é essencial no momento atual, para diminuir os impactos que a pandemia e isolamento social podem causar, como prejuízos psíquicos ou intensificação de sintomas já existentes. Dessa forma, é possível através da conscientização de mudança de hábitos, orientação sobre cuidados, rotina saudável e acolhimento, consequentemente minimizar danos emocionais”, conta a psicóloga.
Dona Marilene Ferreira Santos Regos é mãe de Matheus Feitosa Santos, um dos assistidos do Projeto Criança Esperança. Ela conta que o filho não via a hora desse encontro acontecer. “É muito importante esse retorno, porque em casa eles não querem fazer nada, ficam rebeldes, sentem saudade da escola, da professora”, disse
A situação socioeconômica de cada família também é alvo de estudo e avaliação dos profissionais, que repassarão às famílias as orientações necessárias para superar o momento de crise.
“Muitas mães estão depressivas, por conta do estado de saúde de seus filhos. Eles não entendem a situação de isolamento e não conseguem se adaptar. Pra se ter uma ideia, o autista tem muita dificuldade de usar a máscara e até nisso vamos trabalhar. Não entendem a importância do uso dela. Também irmos trabalhar com as famílias a higienização da casa, das mãos. A psicóloga fará dinâmicas para melhorar o momento psicológico de cada indivíduo”, explica a presidente da APAE, Anair Viana. 

 

Fonte: Anderson Barbosa

79 3256 5272 - contato@apaesocorrose.org.br
nas redes sociais