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Projeto Ser Diferente é Ser Gente da APAE promove a inclusão social na infância

Em 10/24/2017 às 09:22

As atividades visam a integração social entre crianças com e sem deficiência

-Você não é igual a mim/Eu não sou igual a você/Mas nada disso importa/Pois a gente se gosta/E é sempre assim que deve ser-. No ritmo da música Normal é Ser Diferente, de Jair Oliveira, um grupo de 31 crianças, entre 3 e 5 anos, – alunos da educação infantil da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Tatuí e da Pré-Escola Profª Maria Benedita Costa Grazzia – se encontra toda terça-feira de manhã na APAE para atividades que envolvem cultura e esporte entre crianças com e sem deficiência.

Os encontros são realizados por meio do projeto Ser Diferente é Ser Gente, que vê a socialização como ferramenta indispensável para o desenvolvimento social da criança, coordenado por Lucas Henrique Borelli e idealizado por Rita de Cássia, assessora de projetos da instituição.

As crianças brincam de roda, realizam jogos cooperativos e atividades lúdicas pedagógicas nas dependências da associação que envolve sala de aula, ginásio, parque e o jardim sensorial. Elas também participam de rodas de contação de histórias que visam a conscientização dos pequenos sobre as diferenças de cada ser humano e estimula o trabalho em grupo.

As atividades do projeto são elaboradas e executadas pelo coordenador Borelli e pelo professor Pedro Couto, e conta com o suporte das professoras Joana de Aquino Cresciulo, Evelyn Vaz de Almeida Moura e a coordenadora pedagógica Laura de Campos – da APAE, e Lilian Dias Batista Silva – professora da Pré-Escola Profª Maria Benedita Costa Grazzia.

Para Lilian, as atividades proporcionam a oportunidade dos alunos se conhecerem e desenvolverem suas habilidades. Ela também observa que o projeto tem refletido em diversas áreas da vida da criança, -especialmente nos aspectos social e emocional, percebo que eles têm olhado para o outro com mais amor, empatia e livres de preconceito-.

-A gente está alcançando ótimos resultados, além do que esperávamos-, conta o coordenador do projeto que aplica bimestralmente uma avaliação lúdica para que as crianças, por meio de carinhas felizes ou tristes ou desenhos das atividades favoritas, digam como se sentem ao participarem do Ser Diferente é Ser Gente.

A participação dos pais

Os pais também estão presentes na rotina do projeto. Segundo Lucas Borelli, toda terça-feira um pai ou uma mãe acompanha as atividades e todos os responsáveis participam da reunião de pais ao fim de cada bimestre – na qual também avaliam o andamento do projeto através de uma ficha de avaliação elaborada pelo coordenador.

A professora Lilian Dias Batista Silva, da Pré-Escola Profª Maria Benedita Costa Grazzia, percebe o reforço dos vínculos entre as crianças e pais com a participação dos responsáveis nas atividades do projeto. -A presença e o envolvimento dos pais também causam efeitos significativos na vida das crianças que ficam muito felizes ao verem seus pais participando-, comenta.

O envolvimento que o projeto Ser Diferente é Ser Gente proporciona, segundo Lilian, colabora com a transformação da vida de todos os envolvidos – alunos, professores e pais. -Esse projeto tem impactado vidas. Mudou totalmente a percepção dos pais e a minha também em relação à importância que a APAE exerce na sociedade referente aos seus cuidados com as pessoas com deficiência-, observa Lilian.

 

Fonte: APAE Tatuí

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