Site acessível em libras
Tamanho das fontes

Projeto Movimento e Saúde combate a obesidade em pessoas com deficiência

Em 10/28/2017 às 17:24

Entre os projetos que a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Tatuí realiza com seus atendidos para promover a qualidade de vida e o bem-estar na instituição está o “Movimento e Saúde”. Com atividades físicas de baixo impacto toda segunda, quarta e quinta-feira, 66 pessoas participam com o professor Lucas Henrique Borelli, responsável por executar o projeto, que tem entre os objetivos combater a obesidade em pessoas com deficiência.

Os atendidos que participam do projeto realizam atividades como treino esportivo e funcional, jogos cooperativos, gincanas, atividades aquáticas e de psicomotricidade (aquelas que integram habilidades motoras e psicológicas). Segundo o monitoramento que o professor Borelli realiza, o projeto colabora para que o índice de obesidade não aumente, o que mostra que o “Movimento e Saúde” está sendo eficaz. Ele observa ainda que as atividades proporcionam maior desempenho dos alunos nas atividades da vida diária, diminuição da fadiga e aumento da autoestima.

Ao perceber, no levantamento de dados anual para avaliar as condições físicas e de saúde dos seus atendidos no início de 2017, que 25% do seu público (66 das 262 pessoas atendidas) encontrava-se acima do peso ideal, a APAE viu a necessidade de um projeto que estimulasse a atividade física e oferecesse orientações nutricionais às pessoas com deficiência (PCD). Tendo em vista também que o índice de obesidade em PCD pode superar em até três vezes esse índice em pessoas sem deficiência. Isso se dá, segundo o plano de trabalho do projeto, pela falta de programas e campanhas direcionadas a esse grupo, escassez de atividades adaptadas, as limitações de movimento e o gasto energético reduzido – que pode ser causado pelo fator genético de algumas síndromes.

O “Movimento e Saúde” foi apresentado para avaliação da FEAPAE (Federação Estadual das Apaes) no início do segundo semestre deste ano, e foi aprovado em setembro, com patrocínio da empresa SuperCap do estado de São Paulo. O projeto tem duração de seis meses, ou seja, tem suas atividades previstas para até fevereiro. Mas a APAE tem o objetivo de continuar a oferecer atividades físicas de baixo impacto visando o não aumento do índice de obesidade nas PCD e “continuar mantendo a qualidade de vida e proporcionando uma maior funcionalidade para os alunos”, conta Borelli.

Durante a execução do projeto, há também a troca de experiências entre os atendidos, familiares e profissionais envolvidos. Como consta no planejamento, em dezembro a APAE realiza a palestra nutricional do “Movimento e Saúde” que tem por objetivo ampliar o conhecimento do grupo familiar dos atendidos sobre as informações nutricionais necessárias para a manutenção da qualidade de vida adquirida no decorrer do projeto.

O monitoramento que a APAE realiza para levantar os dados sobre as condições físicas e de saúde de seus atendidos acontece através da ferramenta do Projeto Qualidade de Vida e Saúde oferecida pela FEAPAE, em parceria com a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): um software que possibilita o registro das medidas, peso, pressão arterial e outros dados de cada atendido. Assim é possível acompanhar e detectar possíveis problemas como sobrepeso, obesidade, desnutrição e risco cardiovascular.

Segundo dados de 2016 do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do Ministério da Saúde, aproximadamente 8% de todas as crianças entre zero e cinco anos eram consideradas obesas no Brasil, em números: quase 345.270 crianças. Isso significa aumento de 79,3% se comparado com os dados de 2008. De 2013 a 2017, os diagnósticos médicos de crianças de cinco a dez anos com doenças vasculares e diabetes cresceram 4%.

 

Fonte: APAE Tatuí

(15) 3251-4171 - apaetatui@fasternet.com.br
nas redes sociais