Site acessível em libras
Tamanho das fontes
institucional

Histórico

 

A história da APAE é feita de muitas histórias: de luta e dedicação constantes, empenho para manter-se presente e atualizada e, especialmente, de resultados comprovados. São histórias com muitos autores e personagens, que se tornaram símbolos do desafio permanente resumido no compromisso da instituição: “Promover e articular ações de defesa de direitos, prevenção, orientação, prestação de serviços, apoio à família, direcionado à melhoria da qualidade de vida da pessoa portadora de deficiência e a construção de uma sociedade justa e solidária”.

 

O movimento para criação desta Associação iniciou-se em 1970 com a professora Rosa Tereza Balvedi após um curso para Surdos que realizou em Florianópolis por intermédio  da Inspetoria Regional Sra Zelândia Anzanelo, de Joaçaba.  Durante o curso  houve o incentivo por parte do Sr. Umberto Bragalia da Secretaria da Educação e do Dr. Álvaro José de Oliveira da Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) quanto à criação de novas APAEs no Estado de Santa Catarina, sugerindo a criação de uma APAE no município de Joaçaba para atender as pessoas portadoras de deficiência, para que estas pudessem ter acesso a uma vida melhor e mais útil, desenvolvendo ao máximo suas potencialidades.

 

No retorno do curso a professora Rosa entrou em contato com o Sr. Irai Zílio, repórter da Rádio Sociedade Catarinense, com o advogado Leonildo Cripa e com as Sras Zelândia Anzanelo, Edimar Baretta e Maria Aparecida de Freitas, da Inspetoria Regional que deram todo o apoio para a criação da Associação. Esta foi  fundada em 27 de abril de 1970, quando um grupo de senhoras voluntárias da sociedade, entre autoridades, comunidade e pais de excepcionais, reuniuniram-se em assembléia. Na oportunidade, foi lavrada a ata de fundação, que teve sob a aclamação a eleição para presidente do Sr. Leonildo Cripa e foi denominada  Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Joaçaba e Herval D’Oeste (APAEJHO), sociedade civil com a seguinte finalidade: promover o bem estar e ajustamento social dos indivíduos excepcionais de todas as idades.

 

Mais tarde as senhoras  voluntárias assumiram o Conselho Executivo e Deliberativo da APAEJHO para o custeio das despesas e legalidade do atendimento  com a colaboração do Sr Ruy Rundbuchner e pelo advogado Dr. Otávio Montenegro de Oliveira sendo assim constituído:

Presidente: Galcênia de Marco

Secretária: Gladis Regina Zago

Tesoureira: Ana Lindner Von Pichler

 

Entre outras: Dilma Zendron, Hermosa Varella, Nilce Salvador, Olga Bordin, Vitória  Russowsky, Elveny Sganzerla, Ernestina Rebelato e Sinova Fuga

 

Neste mesmo ano a APAEJHO foi registrada como pessoa jurídica de direito privado dando total legalidade para usufruir todas as prerrogativas atinentes à finalidade exclusivamente social.

 

Em abril de 1972 foi criada a escola. A primeira sala foi cedida pelo Grupo Escolar Roberto Trompowsky, inicialmente com uma classe especial tendo como  professoras Gladis Regina Zago, atendendo a 8 (oito) alunos deficientes mentais, Rosa Teresa Balvedi e Ernestina Rebellato atendendo a 4 (quatro) deficientes da audição.

 

Também foi convidada a professora Clarice Ferri, com Curso de Braille de 1 (um) ano realizado no Rio de Janeiro (Instituto Benjamin Constant), para o atendimento itinerante a 8 (oito)  alunos deficientes visuais, sendo 2  (dois) alunos de Herval D’Oeste e 6  (seis)  alunos de Joaçaba.

 

Em 1973 com o afastamento de 2 (duas) professoras da APAEJHO  passaram a fazer parte do quadro de professores, Maria Alvani Volpato e TerezinhaVandir Cavalet.

 

Em novembro de 1974 foi aprovada a reforma do novo estatuto, passando a APAEJHO a ser denominada de Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), como sociedade civil, de caráter assistencial, sem intuitos lucrativos e com prazo de duração indeterminado cujos fins são: promover o bem estar e ajustamento geral dos indivíduos excepcionais onde quer que se encontrem,  assumindo a presidência o Sr. Anselmo Zanellato, tendo como Secretário Executivo o Sr. Sebastião Cordeiro que deu sua colaboração à APAE e suas diretorias por longos 17 anos.

 

A autorização de funcionamento provisório  sob o nº 1762 da escola, se deu em 28 de junho de 1977, sob deliberação do Conselho Estadual de Educação  (CEE)  saindo o registro definitivo nº 1762 em 03 de novembro de l986.

 

A  diretoria juntamente com os funcionários da escola decidiu dar um nome à escola  e, esta foi denominada como Escola Especial Frei Bruno, devido a grande devoção   dos fiéis   a este   padre que    trabalhou na cidade de Joaçaba (1956 a 1960), fazendo um trabalho expressivo junto à comunidade.

 

Frei Bruno nasceu em 08/09/1876 em Dusseldorf, na Alemanha, ordenou-se sacerdote em 1901  na cidade de Petrópolis, RJ, falecendo em 24/02/1960  no município de Joaçaba.

 

Até então o atendimento era feito com todos os alunos excepcionais em classes especializadas (Deficiência Mental, Deficiência Auditiva e Deficiência Visual).

 

Com o número crescente dos excepcionais na região, as  dependências do Grupo Escolar Roberto Trompowsky tornaram-se inapropriadas, sentindo-se a necessidade de construir uma sede própria. No final de 1977, a Associação entregou  para a Escola Especial suas novas dependências, a primeira ala construída  através de campanhas e donativos da comunidade. Esta  situada à Rua Amiano Pozzobon, 190, Bairro Nossa  Senhora de Lourdes, na cidade de Joaçaba – SC.

 

Pela visão segregadora que se tinha do atendimento aos excepcionais a Associação ganhou um terreno afastado do centro da cidade,  e sua primeira ala construída foi sob orientação do INSS  que tinha como objetivo tratamento clínico.

 

Em 1978 a escola iniciou o atendimento a 38 (trinta e oito) alunos portadores de deficiência, com 8  (oito) salas de aula,  1 (uma) diretora,  Sra Terezinha Vandir Cavalet que prestou relevantes serviços e acompanhou a trajetória evolutiva da escola com muita dedicação e competência à causa do Ensino Especial até 1999 e  com mais 3 (três) professoras, Lurdes Maria Hildebrando, Odila Maria dos Santos e Sonia Raquel Einsfeld, 1 (uma)  psicóloga, Rosane Jacomel 1 (uma) Assistente Social, Geni Maria Sartori  e os médicos  Dr. José Gewehr e a esposa Maria Aparecida Gewehr.

 

Inicialmente o atendimento era baseado numa compreensão clínica/ assistencialista, onde o educando era assistido.

 

A nível educacional havia necessidade de treinamento quanto aos aspectos relacionados à vida. Tudo era voltado para o motor (engatinhar, andar, correr). Forte caráter de patologia, medicação e tratamento, supervisionado por uma equipe da Legião Brasileira de Assistência (L.B. A), que mantinha um convênio com a APAE para o pagamento dos técnicos e com assessoramento técnico pedagógico da Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) realizado pela  primeira Supervisora Regional de Educação Especial do Estado de SC, representante da FCEE, Rosaura Flores e em 1979 substituída pela supervisora Marly Terezinha Deczka que atuou até meados de l992 e mais 4 anos de 1999 a 2002.

 

Para controle das escolas especiais do Estado a FCEE cadastrou a Escola Especial Frei Bruno como Centro de Desenvolvimento Humano (CDH –32).

 

Na década de 80, importantes movimentos dos direitos civis, provocaram iniciativa em torno da integração da pessoa com necessidades especiais na sociedade, rompendo com os modelos segregadores, resultando em iniciativas voltadas a integração escolar. Assim a escola aos poucos foi transformando a visão assistencialista, oferecendo oportunidades educacionais e de integração social e escolar ao educando.

 

Hoje a escola define a educação numa perspectiva de inserção social ampla, historicamente diferenciada de todos os paradigmas até então exercitados como modelos formativos, técnicos e limitados de simples atendimento. Trata-se, portanto, de uma educação escolar na qual suas especificidades, em todos os momentos, devem estar voltadas para a prática da cidadania. Sendo uma escola  dinâmica, valoriza e respeita a diversidade do aluno e que  este seja sujeito de seu processo de conhecer, aprender, reconhecer e produzir a sua própria cultura.

 

 Oferece atendimento em regime de externato e semi-internato a todo educando com laudo diagnóstico de deficiência mental (moderada, severa e profunda), associada ou não a outras deficiências, a criança com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, com até 03 (três) anos e 11(onze) meses e a educandos com Transtorno Invasivo de Desenvolvimento, do nascimento à idade adulta.

 

Presta atendimento aos municípios de Joaçaba,  Herval D’Oeste, Lacerdópolis, Erval Velho, Ibicaré,Treze Tílias e Luzerna.

 

A APAEm  conta com professores efetivos e  ACTs, cedidos através de convênio pela Fundação Catarinense de Educação Especial.

 

Compõem o quadro administrativo da escola: diretora, coordenadora pedagógica, secretária e coordenadora do SAEDE.

 

O Serviço de Atendimento Especializado (SAESP) de caráter terapêutico e reabilitatório é assim constituído: gestora responsável pela clínica e  equipe técnica multidisciplinar atuando junto aos educandos, família e comunidade, por prestação de serviço. Equipe formada por psicólogas, fisioterapeutas, fonoaudióloga, assistente social, terapeuta ocupacional, técnico de enfermagem.

 

O grupo de apoio conta com cozinheira, auxiliar de serviços gerais e auxiliar de transporte. 

 

A Instituição vem sendo presidida pelo Sr. Reginaldo Tanelo assessorado pela secretária executiva, Sandra Piculi Fuga e a Escola Especial Frei Bruno administrada pela diretora Eliza Piovesan.  

 

A APAE possui uma estrutura forte e representativa, através da Federação Nacional das APAE’s (FENAPAES) e da Federação Estadual das APAE’s  defendendo e representando-a  perante os órgãos públicos.

 

Desde a sua fundação, a APAE tem contado com o trabalho comunitário de pessoas nas mais diferentes funções, exemplo disto  foi a Feira da Bondade, a mais tradicional promoção beneficente da APAE que contava com o apoio dos Clubes de Serviço de Joaçaba, Luzerna e  Herval D’Oeste. O ponto forte era a gastronomia e as atrações artísticas culturais. Também mencionamos a Feira de Páscoa, já tradicional entre as atividades realizadas pela APAE, comercializando artigos de Páscoa confeccionados pelos alunos, professores, Clubes de Serviço e Clube de Mães.

 

A APAE realiza eventos significativos durante o ano, de 21 a 28 a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, a Noite Cultural, a Feijoada da APAE, a Festa do Porco no Rolete, a Festa de Natal   e o Momento de Reflexão  realizado pelo Apostolado de Oração da Igreja Matriz Santa Terezinha de Joaçaba. Conta também com um grupo de amigos que apóiam a instituição em eventos,  campanhas, promoções, vendas de rifas... etc.

 

O Clube de Mães nos anos anteriores foi um movimento forte em prol das pessoas com deficiência, tendo como a primeira presidente a Sra. Denise Bordin. Reuniam-se nas casas das mães da pessoa com deficiência, fazendo trabalhos manuais prestando ajuda financeira à APAE e era o momento de trocas de experiências, diminuindo assim as preocupações com o futuro de seus filhos.

 

Hoje a APAE conta com o Clube de Mães de Mães e Voluntários com atuação nas terças feiras.

Missão

 

Movimento de pais, amigos e pessoas com Deficiência, de excelência e referência no país, na defesa de direitos e prestação de serviços.

Visão

 

Promover e articular ações de defesa de direitos, prevenção, orientação, prestação de serviços, apoio à família, direcionadas à melhoria da qualidade de vida da pessoa com deficiência e à construção de uma sociedade justa e solidária.

Valores

 

DOS PRINCÍPIOS


  - Filosóficos 

  • A Pessoa com Deficiência é um ser humano dotado de sentimentos, emoções e elaborações mentais. Sua deficiência deve ser entendida como uma de suas múltiplas características e não como a única configuração possível de sua individualidade.
  • A Pessoa com Deficiência é dotada de sentimentos e desejos e sua manifestação deve ser respeitada e trabalhada dentro de suas necessidades.
  • Cada pessoa possui diferentes possibilidades. É preciso que saibamos reconhecê-las para dar a cada uma a abordagem necessária.
  • A sociedade tem a responsabilidade de comprometer-se nas questões da Pessoa com Deficiência, não devendo atribuir somente às famílias, órgãos públicos e organizações filantrópicas a responsabilidade sobre a questão.
  • A Pessoa com Deficiência tem seus direitos assegurados.

 

- Institucionais

  • Possibilitar o desenvolvimento do potencial da Pessoa com Deficiência, melhorando sua qualidade de vida.
  • Propiciar à Pessoa com Deficiência condições para o desenvolvimento e manifestação de sua individualidade.
  • Oferecer diferentes possibilidades técnicas e instrumentais para a preparação da pessoa com deficiência para a vida.
  • Sensibilizar a sociedade para a causa da Pessoa com Deficiência, reduzindo preconceitos e ampliando a consciência quanto ao seu papel e posicionamento.
  • Assegurar a observação e divulgação dos direitos da pessoa com deficiência.

(49) 3522-1167 - apaejba@softline.com.br
nas redes sociais