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FEAPAES-SP DIVULGA PARECER SOBRE ZIKA VÍRUS

Em 03/02/2016 às 21:11

Através da Coordenadoria Estadual da Saúde, instituição destaca dúvidas frequentes e formas de prevenção

 

O Movimento Apaeano do Estado de São Paulo é representado por 305 APAEs – Organizações da Sociedade Civil -  beneficentes, com atuações nas áreas de assistência social, educação e saúde. Tendo como missão promover e articular ações de defesa e garantia de direitos, prevenção, orientação, prestação de serviços, apoio à família, direcionadas á melhoria da qualidade de vida da pessoa com deficiência e a construção de uma sociedade mais justa e solidária.

 

Visando participar e/ou promover a articulação com demais serviços de proteção social com objetivo de ampliar o alcance do cuidado, a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência e suas famílias não poderíamos deixar de nos mobilizar no combate ao Zika Vírus.

 

O Zika Vírus, causador de uma doença conhecida como febre Zika, é da mesma família dos vírus que provocam a dengue e a febre amarela, tendo sido identificado pela primeira vez no Brasil recentemente, no estado da Bahia, provavelmente trazido por turistas que frequentaram a Copa do Mundo no país, em 2014.

 

A febre zika, provocada pelo Zika vírus, é provocada quando há a picada de um mosquito infetado com o vírus. O mosquito Aedes aegypti transmissor da dengue e da febre chikungunya  pode transmitir também a febre Zika. Recentemente comprovou-se que o Zika vírus pode também ser transmitido sexualmente entre seres humanos.

 

O tempo entre a picada do mosquito e o surgimento dos sintomas tende à demorar 10 dias, sendo que, os sinais são bastante parecidos com os da dengue, no entanto, mais brandos.

 

Os sintomas da febre Zika duram, em média, de 4 a 7 dias e envolvem dores de cabeça, pintinhas vermelhas na face e no tronco, conjuntivite e dores nas articulações. Geralmente, os primeiros sintomas são de uma leve dor de cabeça acompanhada de febre, machas vermelhas e dor nas costas. Passados 2 ou 3 dias, a febre desaparece, assim como as erupções cutâneas. Não existe ainda vacina ou qualquer droga preventiva com relação à febre Zika, no entanto, até agora ela tem se demonstrado bastante amena.

 

Como a situação é muito recente, ainda não se sabe muito sobre as complicações que o Zika vírus pode causar no organismo humano. Recentemente ele foi relacionado pelo Ministério da Saúde a casos de microcefalia - uma condição neurológica rara identificada em geral na fase da gestação - e à Síndrome de Guillan-Barré, que é uma doença autoimune em que o sistema imunológico ataca o sistema nervoso por engano, que o causa uma inflamação nos nervos e fraqueza muscular.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, as investigações sobre microcefalia e o Zika vírus devem continuar para esclarecer questões como a transmissão desse agente, a sua atuação no organismo humano, a infecção do feto e período de maior vulnerabilidade para a gestante. Em análise inicial, o risco está associado aos primeiros três meses de gravidez.

 

Microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com o crânio menor do que o normal (perímetro da cabeça é igual ou menor de que 32 cm). Pode ser causada por infecções adquiridas pela gestante, especialmente nos três primeiros meses, as principais causas são: toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus; uso abusivo de álcool e outras drogas; infecção por zika vírus.

 

Em 90% dos casos de bebês com microcefalia podemos encontrar as seguintes consequências: atraso no desenvolvimento neurológico, psíquico e/ou motor; déficit cognitivo, visual, auditivo; e epilepsia.

 

Não há como reverter a microcefalia com medicamentos ou outros tratamentos específicos. Mas é possível melhorar o desenvolvimento e a qualidade de vida das crianças através do acompanhamento multidisciplinar (neurológico, psicológico, fisioterápico, fonoaudiólogo e de terapia ocupacional).

 

Quais são as recomendações para mulheres grávidas? 


O Ministério da Saúde orienta algumas medidas para mulheres grávidas ou com possibilidade de engravidar tendo em vista a ocorrência de casos de microcefalia relacionados ao zika vírus.

Uma delas é a proteção contra picadas de insetos: evitar horários e lugares com presença de mosquitos, usar roupas que protejam a maior parte do corpo, usar repelentes e permanecer em locais com barreiras para entrada de insetos como telas de proteção ou mosquiteiros.

É importante informar o médico sobre qualquer alteração em seu estado de saúde, principalmente no período até o quarto mês de gestação. Um bom acompanhamento pré-natal é essencial e também pode ajudar a diminuir o risco de microcefalia.

 

Qual é a diferença entre dengue, chikungunya e zika?

Os vírus da dengue, chikungunya e zika são transmitidos pelo mesmo vetor, o Aedes aegypti, e levam a sintomas parecidos, como febre e dores musculares. Zika e dengue são do gênero Flavivirus, já o chikunguna é do gênero Alphavirus. 

 

As doenças têm gravidades diferentes. A dengue, que pode ser provocada por quatro sorotipos diferentes do vírus, é caracterizada por febre repentina, dores musculares, falta de ar e moleza. A forma mais grave da doença é caracterizada por hemorragias e pode levar à morte.

 

O chikungunya caracteriza-se principalmente pelas intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. Complicações sérias e morte são muito raras.

 

Já a febre por zika vírus leva a sintomas mais leves do que os da dengue e chikungunya que se limitam a no máximo 7 dias.

 

PREVENÇÃO

O mosquito Aedes aegypti é o transmissor do vírus e suas larvas nascem e se criam em água parada. Por isso, evitar esses focos da reprodução desse vetor é a melhor forma de se prevenir contra o Zika vírus. Veja como:

 

Evite o acúmulo de água

O mosquito coloca seus ovos em água limpa, mas não necessariamente potável. Por isso é importante jogar fora pneus velhos, virar garrafas com a boca para baixo e, caso o quintal seja propenso à formação de poças, realizar a drenagem do terreno. Também é necessário lavar a vasilha de água do bicho de estimação regularmente e manter fechadas tampas de caixas de água e cisternas.

 

Coloque areia nos vasos de plantas

O uso de pratos nos vasos de plantas pode gerar acúmulo de água. Há três alternativas: eliminar esse prato, lavá-lo regularmente ou colocar areia. A areia conserva a umidade e ao mesmo tempo evita que e o prato se torne um criadouro de mosquitos.

Ralos pequenos de cozinhas e banheiros raramente tornam-se foco de Zika Vírus devido ao constante uso de produtos químicos, como xampu, sabão e água sanitária. Entretanto, alguns ralos são rasos e conservam água estagnada em seu interior. Nesse caso, o ideal é que ele seja fechado com uma tela ou que seja higienizado com desinfetante regularmente.

 

Limpe as calhas

Grandes reservatórios, como caixas de água, são os criadouros mais produtivos de febre Zika, mas as larvas do mosquito podem ser encontradas em pequenas quantidades de água também. Para evitar até essas pequenas poças, calhas e canos devem ser checados todos os meses, pois um leve entupimento pode criar reservatórios ideais para o desenvolvimento do Aedes aegypti.

 

Coloque tela nas janelas

Embora não seja tão eficaz, uma vez que as pessoas não ficam o dia inteiro em casa, colocar telas em portas e janelas pode ajudar a proteger sua família contra o mosquito Aedes aegypti. O problema é quando o criadouro está localizado dentro da residência. Nesse caso, a estratégia não será bem sucedida. Por isso, não se esqueça de que a eliminação dos focos da doença é a maneira mais eficaz de proteção.

 

Lagos caseiros e aquários

Assim como as piscinas, a possibilidade de laguinhos caseiros e aquários se tornarem foco do Zika vírus deixou muitas pessoas preocupadas. Porém, peixes são grandes predadores de formas aquáticas de mosquitos. O cuidado maior deve ser dado, portanto, às piscinas que não são limpas com frequência.

 

Seja consciente com seu lixo

Não despeje lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos. Assim você garante que eles ficarão desobstruídos, evitando acúmulo e até mesmo enchentes. Em casa, deixe as latas de lixo sempre bem tampadas.

 

Uso de repelentes

O uso de repelentes, principalmente em viagens ou em locais com muitos mosquitos, é um método paliativo para se proteger contra o Zika vírus. Recomenda-se, porém, o uso de produtos industrializados. Repelentes caseiros, como andiroba, cravo-da-índia, citronela e óleo de soja não possuem grau de repelência forte o suficiente para manter o mosquito longe por muito tempo. Além disso, a duração e a eficácia do produto são temporárias, sendo necessária diversas reaplicações ao longo do dia, o que muitas pessoas não costumam fazer.

NÃO COLOCAR ESTE DA VITAMINA B

Suplementação vitamínica do complexo B

Tomar suplementos de vitaminas do complexo B pode mudar o odor que nosso organismo exala, confundindo o mosquito e funcionando como uma espécie de repelente. Outros alimentos de cheiro forte, como o alho, também podem ter esse efeito. No entanto, a suplementação deveria começar a ser feita antes da alta temporada de infecção do mosquito, e nem isso garante 100% de proteção contra o Zika vírus. A estratégia deve se somar ao combate de focos da larva do mosquito, ao uso do repelente e à colocação de telas em portas e janelas, por exemplo.

 

Texto elaborado por Eliete Travaini Lopes – Coordenadora Estadual de Educação da Federação das APAEs do Estado de São Paulo.

 

Fontes e Referências

  • Sociedade Brasileira de Infectologia - entidade sem fins lucrativos que visa promover o desenvolvimento da especialidade de Infectologia, bem como os intercâmbios científico, técnico, cultural e social entre seus associados e profissionais da área.
  • Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças – organização da União Europeia cujo objetivo é identificar as ameaças para a saúde humana tanto atuais como em vias de aparecimento.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação FEAPAES-SP

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